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Memória: Maneiras de Preservá-la Diante das Redes Sociais
Memória: Maneiras de Preservá-la Diante das Redes Sociais
De antemão, é possível estabelecer a memória como um dos processos mais importantes e característicos da existência humana. Assim sendo, essa capacidade permitiu aos seres humanos – através da história – superar as adversidades e sobreviver frente aos mais diversos perigos, mediante o armazenamento de informações a partir das experiências mais elementares de vida.
Todavia, a partir da evolução e do refinamento teórico e técnico, onde os humanos cada vez mais foram se tornando capazes e inteligentes, a memória foi ganhando novas funções, e a capacidade cerebral foi se tornando cada vez mais ampla e plástica. Dessa forma, nos tempos atuais, utiliza-se a memória não só para se precaver de algo, como também para interpretar contextos e relações, para armazenar informações cujo fim é um estudo visando algum objetivo, além de apreender processos que precisem de uma boa memorização para serem efetuados com eficácia e precisão.
O Uso Excessivo das Redes e o Prejuízo à Memória
Mas, apesar disso, devido a fatores próprios da modernidade, as pessoas tem perdido completamente a capacidade de manter atenção e foco em atividades, e isso impacta diretamente na capacidade da pessoa em preservar e enriquecer sua respectiva memória, e toda essa dinâmica só contribui ainda mais para a prevalência de doenças relacionadas a memória, culminando na mais difícil de todas, que é o Alzheimer.
Em outras palavras, a internet e as redes sociais, de um mudo geral, têm minado a atenção das pessoas, e isso impacta, entre outras coisas, na capacidade de reter informações e de enxergar o mundo objetivamente, em suas mais varias formas. Ao mesmo tempo, doenças relacionadas a memória crescem exponencialmente, e, assim sendo, este artigo tenta trazer à tona estes fatores, propondo novas formas de enxergar o uso das redes, bem como preservar a memória a partir disso.
O Conceito de Alocação da Memória
Logo após leitura efetuada na revista Scientific American, em artigo publicado por Alcino J. Silva, professor honorário e diretor do Centro de Aprendizagem e Memória da Universidade da California (Ao menos na época em que este artigo supracitado foi publicado, em agosto de 2017), depois de varias relatos de experiências relacionadas a memória, ficou claro (a partir da minha visão), que a terminologia ‘alocar-para-conectar’ realmente é um modelo fidedigno ao modo como as memórias parecem se consolidar em neurônicos específicos.
A teoria de alocação de memória – explicada aqui de forma bem simplificada – diz respeito a como o cérebro armazena as informações e de que modo elas se dispõem no cérebro. A partir dessa teoria, e de estudos e experiências que envolveram a observação e ativação de um gene específico em áreas de cérebros de camundongos, observou-se o papel da proteína CREB (também presente no cérebro humano) a partir da ativação dos seus respectivos genes, assumindo assim a função de uma espécie de arquiteto molecular do processo. Diante disso, ficou evidenciado, a partir de experiências como as de Sheena Josselyn, que as regiões do cérebro que conseguem consolidar melhor as memorias são aquelas em que existem maior concentração dessa proteína.
Maneiras Práticas de Melhorar a Memorização A Partir do Conceito de Alocação
Porém, para além desta explicativa, o que é mais importante de salientar aqui, através da teoria supracitada e dos estudos relacionados, é a evidência baseada nesses estudos, de que uma memória pode ativar uma outra memória relacionada, o que implica essa alocação propriamente dita. Significa dizer que as memórias tem a capacidade de se sobrepor, e, segundo os experimentos, essa sobreposição se torna mais forte se os episódios em que a memória for adiquirida estão em um curto espaço de tempo de diferença.
Exemplificando a partir da própria interpretação deste que voz fala através deste artigo (presumindo que o conceito de alocação seja um fato consolidado): Se uma pessoa estuda algo, e uma hora depois estuda um outro assunto que permita algum tipo de vinculo ou relação, seja contextual ou conteudista com o primeiro, é muito provável que ele consiga, ao lembrar do primeiro assunto, lembrar com mais facilidade do segundo, o que seria mais difícil se este intervalo de tempo fosse de, por exemplo, um dia. Pode-se apreender a partir disso que, um estudo pode ser mais eficaz, se ele for sequencial, e se os assuntos puderem ter algum tipo de relação para que assim os assuntos sejam melhor armazenados e, por conseguinte, relembrados.
Exemplos Para Preservar e Enriquecer a Memória
Outro aspecto importante, retomando a explicativa sobre a proteína CREB, é sua presença em regiões do cérebro específicas, como a Amigdala e o Hipocampo. A Amigdala tem relação direta com a memória emocional, enquanto o Hipocampo se relaciona diretamente com a memória direcionada as experiencias e os objetos espaciais. Essas regiões tem um papel decisivo na aquisição de memórias e, tendo isso em vista, algumas técnicas específicas podem auxiliar na ativação dos genes dessas regiões discretas de neurônicos, facilitando a aquisição e retenção de memória.
Igualmente à possibilidade de estudar em curtos períodos de tempo, o modo como se estuda também interfere na possibilidade de retenção do conhecimento, o que ajuda a melhorar os processos de memorização. Do mesmo modo, aplicar estas técnicas ajuda a refinar a atenção e tornar uma pessoa mais objetiva. Assim sendo, existem técnicas, tais como a Pomodoro, que auxiliam nesse processo, ao programar um tempo específico de estudos, e intervalos de tempo para descansar e processar as informações.
Uma Sugestão Confiável
Para além deste tipo de técnica, este artigo propõe, além de estudar sequencialmente, com um intervalo de tempo baixo entre um estudo e um outro estudo diferente (relacionando-os de alguma forma), também buscar correlacionar aquilo que se estuda, com algo significativo, algum tipo de imagem que possa ser correlacionada e que facilite a ativação da memória. Estes estudos sugerem que isso possa ser eficaz (reiterando que esta é a minha interpretação), e no caso particular deste autor tem sido, quando relaciono os estudos com elementos e figuras marcantes do dia-a-dia. E tais figuras podem ser qualquer coisa, desde um lugar que você goste muito, até algum personagem ou história que te deixe feliz ou motivado.
Essa sugestão parte da ideia de que a memória emocional é vital para o processo de aprendizagem. Assim, estas correlações podem ativar as áreas do cérebro que facilitem essa retenção. Não obstante, as pesquisas nesta área são promissoras no que se refere a prevenir e desenvolver tratamentos para distúrbios psiquiátricos comuns, e sugerem práticas mais saudáveis para uma melhor saúde mental, como as ideias sugeridas aqui.
Conclusão (parte 1)
Por fim, é importante constatar que a falta de atenção também é um fator prejudicial a memória. Assim sendo, isso se relaciona ao mau emprego desta no uso desenfreado de redes sociais. Assim sendo, é preciso utilizar as redes socias de modo responsável, e isto implica identificar em que medida tal uso impacta o psicológico de alguém. No mínimo, o uso moderado e bem controlado das redes já pode impactar em uma retomada de atenção que culmine em uma melhora no processo de memorização a longo prazo.
Logo, usar menos as redes é um processo indispensável, visto o mecanismo do qual estas se valem para prender a atenção de quem está nela. Basicamente, o feed de notícias, bem como os reels, são “sequestradores” de atenção, fornecendo prazeres rápidos que culminam em doses sequentes e frenéticas de dopamina. Isso acostuma o cérebro ao prazer sequencial, desviando a capacidade humana de contemplação e objetividade, impactando de diversas formas a saúde mental como um todo.
Conclusão (parte 2)
Portanto, usar menos as redes, e aplicas técnicas confiáveis e adequadas, baseadas em comprovações e estudos sólidos científicos, são a chave para preservar e enriquecer a memória. Este é o primeiro passo, e talvez a diferença fundamental, entre um conformista e alguém com opinião própria. Sem falar na possibilidade de minimizar a chance de adoecimentos relacionados a memória de modo geral.
Referência
SILVA, Alcino J. A Rede Intricada da Memória. Scientific American Brasil, São Paulo, Ano 15, nº 175, p. 46-53, agosto de 2017.
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Psicólogo | CRP 03/30093 | Formado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF | Escrevo sobre os mais diversos assuntos relacionados a saúde mental, a partir de duas abordagens: Terapia Cognitivo-comportamental (TCC) e Logoterapia.