Um Exemplo Ilustrativo da Leitura Mental
Primeiramente, imagine a seguinte cena sobre leitura mental: “Enquanto apresenta seu projeto, ao final de um dia estafante de trabalho, Mariana percebe que o gerente – que está bem na sua frente – está com os braços cruzados e expressão neutra. Ela imediatamente pensa: “Ele deve estar achando minha ideia péssima. Olha essa cara de tédio. Aposto que está se perguntando como alguém tão incompetente como eu foi contratada.”
Assim sendo, Mariana assume saber o que o chefe está pensando, e a partir daí começa a ficar ansiosa, o que prejudica sua eficiência enquanto – ao mesmo tempo – tenta impressionar o chefe. Dessa forma, cria-se uma reação em cadeia que culmina em ansiedade, o que prejudica toda a apresentação.
O Aspecto Negativo da Leitura Mental
Todavia, tal pensamento não necessariamente é fidedigno ao que o chefe está pensando, e com isso ela adiciona para si mesma uma carga extra de dificuldade e pressão. Talvez, ele só esteja cansado ou em privação de sono… possivelmente ele talvez estivesse até gostando da apresentação de Mariana até aquele momento.
Tal suposição prévia, desprovida de informações suficientes para corroborarem ao pensamento, assumindo a postura de saber o que o outro está pensando sem ter evidências suficientes para isso, é chamado de Leitura Mental. Por tanto, a Leitura mental acontece quando o ser humano assume que já sabe o que o outro está pensando, mesmo que tenha pouco ou nenhuma evidência disso.
Porque a Leitura Mental pode ser problemática?
De acordo com o que fora supracitado, estabelece-se então a Leitura Mental como algo que, potencialmente, pode adoecer, do ponto de vista prático. Todavia, esse processo é nocivo apenas quando implica uma avaliação distorcida, o que confere um caráter nocivo a partir de uma imagem negativa de si mesmo.
Dito de outra forma, seres humanos são naturalmente inclinados a construir sentidos em seu universo pessoal, através das pistas que um outro ser possa emitir, desde sua linguagem corporal até as mais ínfimas pistas não verbais. De fato, faz sentido, e isso acontece por ser uma economia cognitiva. Como exemplo, é só pensar em uma conversa, cuja uma das pessoas, de súbito, levanta uma sobrancelha. Isso geralmente é um indicador de surpresa, e tal conclusão é uma pista suficiente para o indivíduo saber como se posicionar em uma interação.
Porém, o problema da leitura mental é fazer tais interpretações sob um viés negativo, e assim ampliar a possibilidade de ter ansiedade e fazer crescer uma imagem mental de si depreciativa. Supor algo negativo e tomar aquilo como verdade, sem ao menos tentar questionar tal pensamento, traz consequências terríveis, entre elas ruminação, insegurança, tristeza e baixa autoestima.
Como aprendemos a Leitura Mental?
De início, a leitura mental começa a ser apreendida desde as idades e estágios primordiais do desenvolvimento humano. Assim sendo, frases do dia-a-dia, até mesmo não intencionais, podem estabelecer padrões nas crianças que duram por toda a vida, inclusive as distorções cognitivas.
Frases do tipo “engole o choro, seja homem” para uma criança, pode significar uma construção de pensamento em que esta faça uma associação ruim sobre si e o mundo. Ela, então, pode pensar que, ao chorar, as pessoas a acharão fraco e inútil, por exemplo, o que pode desencadear uma construção de autoestima negativa e destrutiva.
Portanto, se faz importante ter a devida atenção sobre o que dizer às crianças, principalmente quando se quer repreender por algum comportamento tido como inadequado. Ainda que seja preciso ter uma conduta mais enérgica, é fundamental que a criança se sinta valorizada e respeitada, mesmo quando precisa ser repreendida.
Leitura Mental e TDAH
Em primeiro lugar, pessoas com TDAH frequentemente apresentam hiper-reatividade emocional, impulsividade na interpretação social e dificuldades na memória de trabalho; assim, consequentemente, elas podem saltar mais rápido para conclusões (como a leitura mental) e ter menos recursos momentâneos para checar evidências antes de reagir. Por isso, enquanto a leitura mental existe em muitas pessoas, no TDAH ela tende a aparecer com maior frequência e intensidade.
Por conseguinte, a Leitura Mental ganha uma dimensão ainda maior em pessoas com TDAH e, assim sendo, lidar com esse aspecto de distorção cognitiva se torna ainda mais emergente. Com isso, registrar e deliberar sobre as evidências de um pensamento é vital para lidar tanto com as questões de memória, quando com a reatividade emocional.
Assim, a o ser humano por cuidar de mais um aspecto que muitas vezes não é observado, e dessa forma aumentar o cuidado e as perspectivas ao lidar com o transtorno. Portanto, com uma abordagem global de cuidado, o individuo pode melhorar a memória, a atenção, e a reatividade emocional de modo mais amplo e personalizado.
Leitura Mental e Cultura – Parte 1
A partir de tudo que fora supracitado, é perceptível que a Leitura Mental é uma das distorções cognitivas de maior prevalência na sociedade. Já que é um atributo humano tentar prever comportamentos a partir de pistas e linguagem corporal, é natural que essa propriedade seja abundante. Todavia, em uma sociedade cada vez mais dominada pelo virtual, tal propriedade humana se degenera, e as distorções fixam-se à medida que a solidão aumenta.
Assim sendo, as pessoas vivem em uma era onde as redes sociais criam uma sensação de intimidade falsa. Por conseguinte, a capacidade de perceber as “entrelinhas” se atrofia, e a avaliação de pistas e linguagem corporal torna-se imprecisa. Com isso, a avaliação individual de uma situação neutra acaba sendo poluída pelo negativo de uma autoimagem negativa, imagem essa construída neste cenário de solidão e despersonalização.
Leitura Mental e Cultura – Parte 2
Com esse cenário, o ser humano apenas faz crescer a ansiedade e avalia mal a situação, o que o faz sofrer ainda mais. E então, como o ser humano é um ser social, mas neste cenário desprovido de conexões genuínas, sua capacidade de avaliação é imprecisa com frequência. Com isso, ela acaba sendo sempre baseada em si mesmo de forma mais egocêntrica, altamente nociva.
Portanto, em suma, a falta de conexões verdadeiras, e a noção de falsa intimidade das redes, perpetua a Leitura Mental e a torna naturalizada. Por isso, é muito comum as pessoas tirarem conclusões precipitadas sobre pessoas e situações, até mesmo chegando a ficar com medo ou com raiva de alguém a troco de nada.
Assim, lidar com a leitura mental também é ter a consciência de que sair do virtual e estabelecer conexões humanas também funciona como antídoto para isso. Assim sendo, tal postura também fornece um caminho para pode avaliar as coisas de forma mais funcional.
Conclusão
Por fim, basta ter em mente que, tirar conclusões precipitadas sem evidência suficiente dos fatos trará consequências ruins. Seja na forma de ver a si mesmo, como na forma de ver o mundo, é preciso ter a compreensão e a consciência daquilo que é externo e alheio a si, e aquilo que se relaciona diretamente com os próprios sentimentos.
Portanto, é um bem tentar apreender a essência de enxergar os detalhes. Pode ser bom saber o que se quer quando vai fazer uma ação, e mesmo se importar com os outros a fim de tentar entende-los mais profundamente.
Em suma, seja como for, o ponto de partida é tentar ser um agente ativo do próprio destino. Dessa forma, é possível enxergar a realidade mais claramente, e assim não ser refém das próprias inseguranças e anseios.
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Psicólogo | CRP 03/30093 | Formado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF | Escrevo sobre os mais diversos assuntos relacionados a saúde mental, a partir de duas abordagens: Terapia Cognitivo-comportamental (TCC) e Logoterapia.

