A poesia é um instrumento excelente para se trabalhar na aprendizagem de todas as crianças. Existem várias possibilidades para educar usando as rimas, as letras, as palavras, as sílabas. Pode-se trabalhar de forma lúdica, colocando um arranjo musical, fazendo teatro, enfim, poderemos ser criativos e envolver cada criança, principalmente as que apresentam algum tipo de transtorno como o TDAH, Dislexia, Autismo e outros em uma aprendizagem bastante prazerosa.
Vida de estudante é o título de uma das minhas poesias que escrevi justamente pensando nas crianças, em Todas, e mais ainda nas que têm TDAH. Observem e reflitam sobre a letra. Envolvamos nosso emocional, muito amor e todas as estratégias que pudermos. Somos criativos e as crianças agradecem, porque elas são inteligentes e muito capazes, depende de nós as conquistarmos, mostrarmos a estas crianças como a aprender é mágico, é lindo e as vezes mais simples do que nós mesmos imaginamos.
Vida de estudante
Minha vida de estudante
Agora vou te contar:
É alegre e também sofrida
Com isto irás concordar.
De manhã logo cedinho,
Eu tenho que acordar.
Sonolento, coitadinho,
Sem dó minha mãe vem chamar.
Sendo a aula interessante
Estou ao todo presente.
Sendo chata, estou distante,
Sentado ali e ausente.
De volta pra casa que alívio!
Agora eu posso brincar.
Mas, para minha tristeza
De novo tenho que estudar.
Tarefa de Matemática,
Uma tradução de Inglês,
Trabalho de Geografia
E redação de Português.
Assim foi a tarde inteira
Até a noite chegar.
Mal começo a brincadeira
Vou dormir pra cedo acordar.
Assistam o vídeo e confiram:
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Psicopedagoga, Psicanalista Clínica, Palestrante, Bacharel em Administração de Empresas, especialista-BA na área de Atendimento Educacional Especializado, Escritora/poetisa com livro publicado pela Editora Baraúna e CBJE.

…mais importante do que saber as causas da necessidade
desse aluno, é identificar as intervenções pedagógicas para incluí-lo no
currículo escolar. O conceito de necessidades educacionais especiais, originário
do “Relatório Warnock” 13, por sua vez, afirma que nenhuma criança
é considerada ineducável e que para o aluno que se encaixa nessa terminologia é
difícil usar as facilidades que a escola normalmente oferece. Segundo Sassaki 4,
usar uma terminologia correta é muito importante para tratar de assuntos sempre
carregados de preconceitos, estigmas e estereótipos e no Brasil, segundo a
deliberação nº 02/03 – CEE – CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO, a terminologia “necessidades educacionais especiais” deve ser utilizada para se referir às crianças e jovens cujas
necessidades decorrem de sua elevada capacidade ou de suas dificuldades para
aprender, estando então associada às dificuldades de aprendizagem, não
necessariamente ligadas às deficiências. Classificações e terminologias são
criadas para facilitar o trabalho educativo, mas também podem gerar
consequências desastrosas no que se refere aos rótulos e estigmas. Diagnósticos mal feitos ou
realizados de maneira tendenciosa visando favorecer o “encaixe” dos alunos na
categoria “médica” atentam à chamada Medicalização da Educação….. (C.V.T.,M.)
Olá Martha, concordo plenamente com seu comentário, devemos sim descobrir as dificuldades dos alunos e as estratégias disponíveis para ajudá-los, sem rótulos, sem estigmas. Abçs