Olá pessoal, vamos observar algumas orientações cuja fonte é do renomado escritor Augusto Cury e que podemos fazer para garantir a qualidade nas relações interpessoais que estabelecemos com as crianças desde o nascimento á idade adulta em especial as  que têm TDAH , Dislexia e outros transtornos.

– Ensinamos mais pelo exemplo que somos. A criança, por meio da memória registra a maneira como nos relacionamos com ela e vai se apropriando da nossa maneira de falar e de agir ao estruturar suas próprias falas e ações. Ao nos dirigirmos às crianças, é importante que possamos cuidar da maneira como falamos e agimos. Pessoas que falam de maneira calma, num tom de voz baixo, que sabem pensar antes de agir e de reagir nos focos de tensão, colaborarão para formar pessoas que agirão da mesma maneira.

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– Elogie em público e critique em particular, esta orientação cabe tanto para as crianças com TDAH e/ou outros transtornos como para todas as pessoas. Jamais devemos expor as pessoas em público, assuntos particulares devem ser tratados de maneira particular.

– Antes de criticar, é essencial que façamos elogios. Cada crítica abre as janelas killers e essas bloqueiam a nossa capacidade de pensar amplamente. Os elogios abrem as janelas lights que libertam a nossa capacidade de pensar. Quando elogiamos antes de criticar conseguimos fazer com que o outro nos ouça, preste atenção ao que estamos dizendo e analise a nossa fala, pensando realmente sobre ela e no que queremos dizer. Aprender a criticar é uma arte que necessitamos desenvolver quando nos propomos a educar.

-Compartilhe a sua história com o outro. Humanize-se diante do outro, mostre as suas lutas e suas conquistas. Crianças e jovens têm se apropriado, por meio das mídias, dos videogames, de uma realidade diferente da real: para eles tudo parece rápido, fácil e sem consequência, por exemplo, mata-se os personagens no videogame, mas logo eles retornam em outra fase, com mais vidas. Perde-se um tênis caro, mas não há problema, pois, certamente ganhará outro, talvez mais caro ainda. Com isso, as nossas crianças não vêem o processo, não entendem o que significa consequências e a relação entre trabalhar, fazer um investimento pessoal e, depois, ganhar dinheiro. É importante que as crianças compreendam que, na vida, nem sempre ganhamos e como lidamos com essa situação, acreditem todas as crianças podem entender um dialogo aberto, inclusive aquelas que têm TDAH.

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– Não ofereça somente respostas prontas. Crie perguntas em que há respostas. Desenvolva e estimule nas crianças e jovens a capacidade de analisar uma mesma questão sob vários aspectos, sob outros pontos de vista.

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– Conduza as crianças a refletirem sobre a necessidade neurótica de estarmos sempre certos, de sermos os primeiros em tudo, de nos tornarmos ganhadores.

– Conduza as crianças a refletirem sobre o significado de “ganhar”. Quem é, ou quem são os verdadeiros vencedores em um jogo? Levá-los a pensar que o processo de um jogo já é a grande vitória do mesmo. Que poder se divertir, compartilhar seu tempo, sua história, agregar memórias valiosas à sua vida já se constitui a verdadeira vitória. Que já somos os “primeiros” e os “melhores” quando sabemos valorizar e respeitar a convivência.

-Forneçam lugares tranqüilos para as crianças, em especial as que têm TDAH, Dislexia, ou outros transtornos, elas irão se apropriar do que somos da mesma forma como irão se apropriar da estrutura do local em que se encontram: um local arejado, limpo, organizado, calmo, onde as pessoas se tratam com cortesia e gentileza favorecerá o desenvolvimento de crianças calmas, organizadas e gentis. A Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) se instala no que somos, dentre outros fatores, pelo registro contínuo que nossa mente efetua diante de ambientes constantemente agitados, estressantes, com altas exigências e de estímulos. Ambientes tranqüilos e a convivência com pessoas tranquilas promovem o desenvolvimento de pessoas muito mais calmas e seguras. Ao desenvolver as atividades, focalize sua atenção nas crianças e jovens, falando e ouvindo-os calmamente, olhe-os nos olhos, procure entender o que se encontra por detrás de suas falas, para que se sintam valorizados, respeitados e acolhidos.

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Psicopedagoga, Psicanalista Clínica, Palestrante, Bacharel em Administração de Empresas, Professora do município de Juazeiro-BA na área de Atendimento Educacional Especializado, Escritora/poetisa com livro publicado pela Editora Baraúna e CBJE.
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Orientações aos pais e educadores de todas as crianças em especial com TDAH e Dislexia
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