Existem crianças que têm dificuldades para guardar as informações na memória de trabalho e depois utilizá-la.

Déficit de atenção

Em atendimentos feitos a crianças, em especial, as que têm dislexia e déficit de atenção, notamos que este fato acontece bastante. Muitas vezes o professor pensa ensinar o que sabe, porém, a criança nem sempre aprende o que o professor quer ensinar, mas sim o que ela quer aprender, ou seja, algo que o professor nem sabe que ensinou mas que a criança reteve.

Déficit de atenção

Como citamos em artigos anteriores, sobre memória de curto prazo ou memória de trabalho, vamos apenas relembrar que:

– “Se não utilizarmos que trabalharmos com a informação da memória de trabalho, rapidamente, ela se desvanecerá (ao redor de 15 segundos).

– A informação que não é guardada na memória de longo prazo não pode ser relembrada.

– Podem ser utilizadas várias estratégias para manter a informação de memória de curto prazo. Por exemplo, a informação pode ser repassada, realizar elaborações com ela, criar imagens visuais, etc.

– A informação da memória de longo prazo é transferida para a memória de trabalho; isso é o que permite sua utilização.

Devemos sempre lembrar que para que qualquer aprendizagem seja possível, o aspecto emocional é primordial: NÃO ocorre uma aprendizagem se existir uma interferência afetiva.

A retenção da informação varia também de acordo com o método de ensino utilizado. O gráfico abaixo representa o resultado de estudos realizados depois que alunos foram expostos a diferentes métodos de ensino.

Na aula oral presume-se que o aluno aprende 5%, leitura 10%, Audiovisual 20%, demonstração 30%, discussão em grupo 50%, praticar fazendo, 75%, ensinar a outro/uso imediato da aprendizagem 90%.

Retenção Informação

A informação relembrada depois de 24 horas presumimos que estará na memória de longo prazo. Para melhor reter a informação na memória dos alunos, observe as estratégias abaixo:

 

Algumas estratégias para melhorar a qualidade da memória visual:

 

– Criar imagens visuais: Pedir à criança que feche os olhos e imagine um brinquedo, Ex: Uma bola

– Realizar conexões ou associações: Associar letras a imagens, exemplo C com casa, D com dado, ou cores com imagens, vermelho com coração, verde com limão, marrom com urso (explicar que nem todos os ursos são marrons), etc.

Déficit de atençãoDéficit de atenção

– Dar as instruções de várias maneiras: dar as instruções tanto de forma oral quanto utilizando imagens, sons, ou até mesmo fazendo um pequeno teatro. É bastante divertido.

– Apresentar ilustrações com letras. Mostre as ilustrações a criança e peça que a mesma a memorize e depois as reproduza no papel. A quantidade de letras pode ir aumentando de acordo com a idade.

Ex:

MO ICG ADBG TFIB JSSKN

Espero que este artigo e estas estratégias tenham ajudado muito a todos vocês. Até o próximo post onde continuarei escrevendo sobre estratégias e atividades que tem me auxiliado bastante e onde tenho obtido resultados muito positivos com meus alunos. Comentem, façam sugestões, estarei fazendo esta parceria e responderei a todos os comentários de vocês.

 

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Psicopedagoga, Psicanalista Clínica, Palestrante, Bacharel em Administração de Empresas, Professora do município de Juazeiro-BA na área de Atendimento Educacional Especializado, Escritora/poetisa com livro publicado pela Editora Baraúna e CBJE.
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Estratégias para memória em crianças com Déficit de Atenção ou Dislexia
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  • Dani E. Fabão

    achei mto interessante e válido esse artigo, pena que na rede pública não temos profissionais preparados!!!! Meu filho é TDAH

    • Lisianny Brum

      Concordo com vc Dani, tambem tenho um filho com TDAH e sofro tanto com ele na escola infelizmente na rede publica tem professores q nem sabe o que é isso, fora na saude q vc nao acha nem pisicologo para eles….

      • Socorro

        Lisianny, esta realidade precisa ser revista e com urgência, nossas crianças precisam de atendimentos com profissionais qualificados na área, eles aprendem sim, são inteligentes, porém, precisam das estratégias adequadas a cada sintoma, do conhecimento e afetividade de todos. Abçs

      • Andreia

        Infelizmente não é só na rede pública, na particular tb, me mandaram pra tantos médicos, psicopedagogo, psicólogas, apenas gastei com todos eles, e não fizeram absolutamente nada, sofreu foi discriminação, acabei voltando ele pra rede pública, na saúde pública isso nem é levado em consideração, qdo vc diz ele tem déficit de atenção, acham q foi abduzido ou coisa parecida, totalmente desamparada, parabéns pelo belo trabalho…

  • Socorro

    Obrigada Dani. Realmente na Rede pública precisa haver mais profissionais qualificados para dar suporte às crianças com TDAH e Dislexia.

  • Bruna Braggion Misson

    Mt bom seu texto. Eu tenho DPAC,sei o qd sofri pra aprender a eu msm estudar. Pois os colegios querem alunos otimos, alunos c dificuldades ja é bicho de 7 cabecas. Descobri meu disturbio c 16 anos e hj tenho 28anos formada em adm c mt custo e atualmente fazendo pos graduacao. Alem da crianca ter ajuda ela msm tem q lidar c suas dificuldades, e nao ligar pra qd falarem q é frescura que isso é inventado. Ate hj as pessoas nao acreditam n minha dificuldade. Mas depois de td esse tempo, no meu tempo, eu estudando do meu jeito, aprendendo do meu jeito vou levando vida. an

    • Socorro

      Bruna, é realmente difícil ter um transtorno e infelizmente além de ter pouca ajuda, ainda contar com o descrédito das pessoas. Você está de parabéns, é uma guerreira, tem superado suas limitações e está vencendo sempre, obrigada pelo elogio e volte sempre a este blog, comentários como o seu podem ajudar muitas pessoas. Abçs

  • Luis Francisco

    Socorro, …. socorro, vejo a grande maioria de textos para crianças , pergunto as técnicas também são aplicadas a um Adulto. Voltei a estudar ( Biologia ) aos 50 anos …. tive problemas no 1 ano , no segundo ano fui diagnosticado com TDAH, e o que eu faço agora …. largo do curso ? Estou no 3 ano .. A coordenação do curso me ajuda , perguntando ” O que nós podemos fazer por você ? ” …. não tenho a minima ideia do que responder 🙂

    • Olá Luís, o que posso sugerir a você é que estude bastante sobre TDAH, sei que não parece fácil lidar com os sintomas, porém, não se desespere, acredite em você, pois, com certeza você é capaz sim. Algumas estratégias podem ser usadas com adultos, visite sempre o blog, estarei sempre escrevendo sobre o assunto, quem sabe algumas postagens podem ajudá-lo. Abçs

  • giovanna

    Socorro muito obrigada por compartilhar seus conhecimentos. Faço acompanhamento escolar com alunos de 11, 13 anos. Poderia postar atividades para eles (TDHA), principalmente TDA. Um beijo

    • Olá Giovanna, obrigada pela sugestão, seus alunos tem TDAH apenas, ou tem dislexia também?

  • Andressa Silveira

    Maravilhoso seu texto Socorro Bernardes, não só este, mas outros textos que você postou, ao qual você apresenta dicas de como reconhecer transtornos e de como trabalhar com pessoas assim. Sou educadora e faço pós graduação em Psicopedagogia, em sala de aula vejo a importância do preparo que o professor deve ter para que nenhum aluno saia perdendo, e mesmo com tantas dicas, leituras e cursos profissionalizantes sinto dificuldade em fazer com que alunos, que tenham alguma dificuldade na aprendizagem, decorrente de transtornos, se aceitem como são, não como limitação, mas como algo que os impulsione a não desistirem, sinto dificuldades em mostrar o quanto eles são bons e fazê-los perceber isso, muitos não se aceitam por um longo período e usam seus problemas como desculpas para suas dificuldades… o professor precisa estar bem preparado para lidar com isso, caso contrário a criança levará muito tempo para superar e mostrar o seu valor.

  • Adenilsa Ferreira

    Socorro são dicas realmente preciosas. Os transtornos de aprendizagem estão cada vez mais comuns,não pelo fato de inexistência anterior mas pela facilidade de diagnóstico que temos hoje com o avanço da ciência. Tenho um aluno de reforço que não consegue reter informações acho que por mais de 30 segundos, isso, referente a atividades de leirura e escrita mas consegue contar histórias fantásticas sobre coisas que viu na TV, no cinema ou em jogos de videogames numa riqueza de detalhes impressionante. Ele faz 1ano e ainda não tem nenhum diagnóstico fechado. A mãe comentou que vai marcar uma consulta com um especialista. Eu desconfio de TDA e/ou DISLEXIA mas sei que só um prodisaional habilitado poderá relizar esse diagnóstico. Tudo isso causa angústia a familia e professores.

  • Josefa

    Excelente trabalho ,o meu filho tem TDAH e Dislexia,é terrível o sofrimento em aulas ,os professores a maioria desconhece essas palavras ,dá-lhes jeito que assim seja ,é muito mais fácil rotular a criança ou adolescente de burro ou desinteressado,preguiçoso etc…pois assim não tem trabalho com eles.
    Sigo todos os seus textos aprendo sempre algo que uso para ajudar o meu filhote,obrigado por nos ajudar.

    • Olá Josefa, eu fico extremamente feliz em ajudar as mães, os educadores que lidam com TDAH e Dislexia, sei que não é fácil, mas é necessário paciência, amor, conhecimento e muita Fé. As crianças são capazes, tem apenas uma forma diferente de aprender. Obrigada pelo comentário. Terei sempre novidades para ajudar vcs. Abçs

  • Maria Da Conceição Dias

    Excelente!

    • Obrigada Maria, está convidada a participar sempre do meu Blog. Abçs

  • Dayane Nery Belo

    Estou lendo todos os artigos agora e estou adorando,minha filha tem 7 anos está no segundo ano e tem muita dificuldade de aprendizado,está atrasada na leitura e escrita em relação aos outros colegas e só tira notas baixas,e isso já aconteceu com primos e tios da família,seus artigos abriram meus olhos p procurar um psicólogo,mas tenho medo de ela ser diagnosticada e não ter a devida atenção dos professores,fico triste e em vê-la desmotivada…
    Parabéns pela página…
    Obrigada

    • Olá Dayane, que bom poder ajudá-la, olha, não tenha medo, procure um profissional que demonstre bastante conhecimento e confiança e seja otimista sempre, se precisar entre em contato, auxiliarei no que for possível. Abçs

  • Olivia

    Boa noite. Sou professora e sei mt bem o que é uma criança com TDAH, dislexia, cei, etc. Aliás, em Portugal, pelo menos na escola publica, são integrados em turmas normais. Deixo-vos aqui um desafio: o que devemos fazer quando temos na turma dois, três alunos com Necessidades Educativas Especiais com problemas diferentes, integrados em turmas de 28 ou 30 alunos? O que fazer quando o resto da turma são alunos complicados, indisciplinados e que perturbam as aulas? Como ajudar e chegar aos alunos NEE quando temos todos estes problemas e percalços? Não se esqueçam que o que a maioria dos psicólogos e psicopedagogos aconselham em termos estratégicos é para trabalhar com estes alunos isoladamente e não na “bagunça” muitas vezes duma sala de aula normal, porque nós não conseguimos chegar a eles.
    Por isso, deixo-vos este reto: não critiquem os professores sem saber o que se passa verdadeiramente dentro duma sala de aula. Isto porque os alunos são todos diferentes, muitos deles têm comportamentos diferentes dentro das diferentes turmas ou disciplinas. O problema não é dos professores, é do sistema. Por isso, antes de abrirem a boca, pensem antes de falar. Muitos de nós somos uns verdadeiros heróis. Não queremos esse papel, apenas queremos justiça e que não nos apontem o dedo sem saber do que se passa na comunidade escolar. Além disso, nós somos professores e não pais. A indisciplina de que tanto se fala em sala de aula em parte é causada pela falta de educação dos alunos. Isto porque os pais da atualidade (a grande maioria) não os educa,e faz da escola um depósito de meninos. E lá estamos nós novamente, os professores que deveríamos ensinar, preparar debates, dramatizações, etc, dar a educação aos meninos que os pais deveriam ter dado em casa. Lá está: nós os professores temos que ser pais, professores, Dt, amigos dos nossos alunos, inclusivamente e muitas das vezes “herois” porque existem pais que não se preocupam com os filhos. E quando surge um problema, a culpa é sempre do professor, nunca do aluno ou do filho(a).