Neste texto quero me reportar a todas as mães em especial as mães de crianças com Transtornos, sejam eles, TDAH, Dislexia, Autismo e outros. Ser mãe é padecer no paraíso, frase conhecida que sintetiza este sentimento que todas as mães conhecem muito bem.

TDAH

As mães de filhos com transtornos, em especial o TDAH, sabem a dor e a delícia de viver cada momento com eles, vale ressaltar que os três sintomas clássicos do TDAH são desatenção, hiperatividade e impulsividade. Sendo assim elas convivem com filhos agitados, pois, a agitação deles é um sinal da hiperatividade que caracteriza o TDAH, como por exemplo, “não parar um minuto”, não se manter sentado quando se espera que o faça correr o tempo todo, subir nas coisas, falar excessivamente. A desobediência também é um comportamento característico do TDAH, mas, só quando o filho não realiza a tarefa, não por um comportamento de oposição, e sim, distração por não ouvir as ordens e dificuldade em seguir as instruções.

TDAH

Muitas vezes não é fácil conviver com os sintomas dos seus filhos, com os problemas gerados pelo transtorno e com a família e a sociedade onde o mesmo está inserido. As mães notam as diferenças entre o filho e as outras crianças, detalhavam acontecimentos que não consideravam comuns, como agitação, agressividade, ansiedade, carência afetiva, desatenção, desobediência, insistência e dificuldades com o sono que os filhos apresentam. E muitas vezes estas diferenças causam dor e sofrimento, como podemos relatar em algumas falas de mães, um tanto desesperadas.

(…) ele não para um minuto, ele não dá sossego pra ninguém… Ele é aquela criança agitada, desde que nasceu ele é assim… Ele se mexe demais… E desde bebezinho, ele sempre foi muito agitado, Muito hiperativo, sem parada, ele não sossega, não tem controle. Não dá sossego de jeito nenhum… é extremamente difícil lidar com um filho assim, apesar de amá-lo demais.

TDAH

Em decorrência da convivência com todos os comportamentos manifestados pelo filho com TDAH, as mães relatam que, algumas vezes, chegam a se desesperar, apresentam crises de choro, questionam-se sobre o que estaria faltando e perdem o controle, gritam ou batem no filho (ficam arrependidas depois). Muitas mães apresentam um alto nível de estresse, sobretudo quando há presença de comorbidade. Segundo estudos os pais sentem-se desgastados pela necessidade de monitorar seus filhos com TDAH com muita frequência, e as mães apresentam maior vulnerabilidade para a depressão e que, em função do estresse, algumas famílias apresentam maior consumo de álcool.

Além de todos estes fatores as mães de filhos com TDAH podem sentir-se entristecidas, pois seus filhos de certa forma acabam sofrendo discriminação Elas percebem que os filhos ficam chateados e tristes com o tratamento por parte dos colegas da escola e, inclusive, de pessoas da família. Elas sofrem ao perceber a reação de tristeza nos filhos, tentando até protegê-los. Estudos confirmam que a criança com TDAH sofre discriminação, acusam-na de ser mal educada, insuportável, má e, até mesmo, consideram que a criança tenha pouca inteligência.

TDAH

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Então como verdadeiras heroínas mesmo em meio a tanta dor, elas buscam várias alternativas para ajudar seus filhos, e muitas vezes encontram muitas dificuldades neste caminho no que se refere a encontrar atendimento profissional especializado que avalie melhor seu filho com TDAH, de acordo com a categoria , ajuda profissional adequada, profissionais na escola que o possam realmente auxiliar na aprendizagem do mesmo e não apenas reclamar do comportamento do seu filho. Segundo estudos existe dificuldade para realizar um diagnóstico preciso de TDAH, pois é preciso contextualizar o sintomas da história da vida da criança, observar a duração dos sintomas, a frequência e a intensidade dos sintomas, a persistência destes em vários locais , ao longo do tempo, e o prejuízo clinicamente significativo na vida da criança.

Diante de cada relato, de cada mãe que tem um filho com Transtorno, seja ele TDAH, Dislexia, autismo ou outros, podemos perceber em cada mãe, mesmo diante do sofrimento, uma fortaleza, algo muito maior, uma Fé inabalável, um amor incondicional que as leva a prosseguir, a nunca desistir do seu bem maior, da sua benção que é seu filho.

Neste dia, homenageamos a todas as mães de filhos com Transtornos em especial o TDAH, por estarmos juntas nesta batalha, por sabermos que além de todas as dificuldades temos certeza que unindo forças, estudando muito, buscando estratégias, tendo Fé, iremos vencer.  Parabéns mamães, a vocês foi dada esta missão, mas não temam, não sofram, é sublime e Divina, vocês são vencedoras, verdadeiras heroínas e muito abençoadas por DEUS.

TDAHFELIZ DIA DAS MÃES!

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Psicopedagoga, Psicanalista Clínica, Palestrante, Bacharel em Administração de Empresas, Professora do município de Juazeiro-BA na área de Atendimento Educacional Especializado, Escritora/poetisa com livro publicado pela Editora Baraúna e CBJE.
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A dor e a delícia de ser Mãe de um filho com TDAH
Classificado como:
  • Luciana

    Minha querida Socorro, obrigado pelas sempre palavras certas, cheias de carinho por nós mães e pelos nossos filhos! Abraços.

    • Socorro Bernardes

      Querida Luciana, eu que agradeço a você, pelo carinho, pelas palavras, por visitar meu blog e em especial por ser Mãe. Parabéns por nosso dia. Abçs.

  • celia ribeiro jansen

    MINHAS AMIGAS VCES NÃO SABEM MAS AINDA POSSO DIZER QUE SOFRO E A MAE E A MAIS DIFICIL DE TODAS POIS NÃO ACEITAM QUE SOU ASSIM TEM QUE PERDOAR TODOS OS DIAS E NO DIA SEGUINTE VOLTA A FAZER NAO SEI SE COMPREENDERÃO O QUE LHES PASSEI MAS SOFRO INFELIZMENTE E LARGAR DE MÃO E VIVER ,BJJS

    • Socorro Bernardes

      Celia, ser mãe é padecer no paraíso, realmente não é fácil, mas devemos pedir a DEUS forças e continuar, ajudar as crianças porque a base fundamental delas é a família, a mãe em especial.

  • Ana Pimenta

    Socorro muito obrigada pelas suas palavras e ajudas. De facto é um desafio. Precisamos de ter sentido de missão e amar muito os nossos filhos!

    • Socorro Bernardes

      Olá Ana, realmente é um desafio sim, mas temos que ter fé e nunca desistir de ajudar estas crianças. Obrigada pela visita ao blog, seja sempre bem vinda.

  • Minie Araujo

    Ainda não foi confirmado se meu filho realmente tem TDAH mas me sinto exatamente assim!

  • Darth Angrake

    Por que “mães”? A mãe do meu filho o abandonou em virtude do TDAH. Agora sou eu que cuido dele. Achei meio preconceituoso o título, o correto deveria ser “pais”.

    • Olá Darth, quando referi a mães, não foi por preconceito, desculpe se o fiz compreender assim e realmente concordo com sua colocação, “pais” ficaria melhor. Consertarei o texto. Obrigada pela sugestão.