Um tema que sempre esteve em evidência nas discussões sobre violência é a questão do quão influente pode ser um game violento no desenvolvimento cognoscível e emocional das crianças, inclusive nas que apresentam TDAH. O tema esteve presente em vários sites e me fez refletir o quão relevante pode ser.

TDAH

Dentre muitos argumentos, entre positivos e negativos, os mais relevantes estão nas questões da diminuição da empatia e sensibilidade na inclinação do indivíduo à agressão, e também na estimulação plena do ato violento pelo estímulo visual de jogos como Call of Dutty (série de jogos que colocam um jogador em guerras históricas, baseadas em fatos reais ou em guerras modernas fictícias), inclusive no que se refere às crianças com TDAH.

Mas a questão talvez deva ser ampliada. Jogos violentos não são necessariamente um fator que faça uma criança ou mesmo um adulto agir do mesmo modo, pois há alguns outros fatores que precisam ser levados em consideração para que se possa haver uma análise concreta e muito mais ampla.

TDAH

Em primeiro lugar, é preciso salientar que qualquer ramo de entretenimento tem faixa etária específica, e com games não é diferente. Portanto é lógico que crianças que ainda estão desenvolvendo suas aptidões emocionais e que precisam ser criadas de forma a ter uma saúde mental eficiente não devem jogar jogos com um teor de violência e sangue exagerados, o que significa que cabe aos pais e responsáveis vigiar e estabelecer regras para o que se deve ou não jogar, o que exige um esforço destes em estar inseridos na vida do filho, de tal forma que conheçam as vertentes de entretenimento na criança.

E em segundo lugar, os jogos violentos, assim como filmes e seriados, afetam geralmente pessoas que tem quadros específicos de depressão, angustia medo, neuroses e psicoses e/ ou outros transtornos incluindo o TDAH. Significa dizer que, a raiz do problema não está em um jogo estimular a violência, mas sim nos quadros psicológicos de pessoas com déficits de aptidões interpessoais, ou doenças neurológicas etc. Ou seja, uma pessoa plena e feliz, que esteja bem consigo mesma e que consegue lidar com os entes de seu círculo social, conseguindo lidar bem com as tristezas e frustrações da vida, muito dificilmente serão afetadas por um filme de violência a ponto de reproduzir esta no âmbito real.

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E ainda vou além; mesmo uma criança jogando um jogo fora de uma faixa etária, se esta tiver desenvolvido sua inteligência emocional em nível dito saudável, jamais reproduzirá um ato de violência de um game ou um filme. Uma criança bem instruída saberá seguir regras, e mesmo sendo heterônoma, mesmo modificando essas regras e modulando-as de acordo com seu egocentrismo, ela terá o discernimento entre o bem e o mal, terá empatia pelos outros, e certamente não vai reproduzir aquilo que vê em um jogo, que afinal de contas tem seu papel de divertimento e interação, mesmo que de uma forma reduzida. Nesse quesito, uma boa brincadeira ao ar livre ainda é melhor do que um jogo eletrônico, mas não é essa a questão aqui.

Concluindo, os jogos afetam e estão em conformidade com atos agressivos. Existem muitas teorias de que os seres humanos tem uma raiva reprimida e buscam mecanismos não drásticos de expandi-la, e creio que isso seja muito pertinente no que tange ao gosto dos gamers (jogadores) por jogos de tiro e guerra, por exemplo. Porém, os games propriamente ditos não são uma causa de manifestações agressivas na sociedade, mas são apenas um dos mecanismos de estimulação que os seres humanos com quadros psicológicos ditos “ruins” têm para fazê-lo.

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Se você criar seu filho do modo mais adequado possível, com muito amor e com a disciplina certa, sem tirania ou imposição desleal, é improvável que determinada criança venha a ser influenciada por tais jogos, embora esta não seja uma ciência exata. É claro que uma pessoa com quadros crônicos de doenças psicológicas não deve acrescentar violência e tristeza as suas vidas, mas no que tange o cidadão da maior parte da população, com quadros leves de neuroses, um game convencional não é um problema. Mas claro, uma criança de cinco, seis anos, não deve jogar um jogo de guerra, e isso precisa ser visto, assim como eles não devem ver filmes violentos, novelas e desenhos mais adultos, uma questão comum de fiscalização de faixa etária. No mais, jogar videogame, além de divertido, ajuda no estímulo-resposta de quem está jogando, e com moderação, é muito benéfico no desenvolvimento das crianças, e uma ótima forma de entretenimento para os adultos.

Neste caso os pais devem levar em conta:

– Horário de uso: a luz de LED das telas interfere no sono. Por isso, é melhor desligar os aparelhos conforme a hora de dormir se aproxima;

– Postura: em que posição a criança joga? Observa como ela se senta e como manipula o aparelho, para evitar o esforço repetitivo;

– Impaciência: os jogos funcionam em um sistema de motivação x recompensa. Ou seja, ao passar de fase, a criança prontamente recebe o prêmio pelo seu esforço. Isso pode gerar comportamentos impacientes e deixar os pequenos irritados em processos mais demorados do que os jogos, como a leitura de um livro longo;

– Ansiedade: para crianças com transtornos que têm muito a ver com ansiedade, como TDAH, os conteúdos e mecanismos dos jogos tendem a deixá-las ainda mais ansiosas.

TDAH
Estudante de Psicologia – UNIVASF

 

 

 

 

 

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Psicopedagoga, Psicanalista Clínica, Palestrante, Bacharel em Administração de Empresas, Professora do município de Juazeiro-BA na área de Atendimento Educacional Especializado, Escritora/poetisa com livro publicado pela Editora Baraúna e CBJE.
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O vídeo game pode causar comportamento agressivo nas crianças, inclusive nas que têm TDAH
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