Segundo Dr. Paulo Mattos, no que se refere ao TDAH, alguns diagnósticos psiquiátricos pouco ou nada mudaram na quinta edição, outros se modificaram de modo significativo; alguns diagnósticos novos foram propostos e outros foram abandonados. No caso do TDAH, foram poucas as modificações.

TDAH

A lista de 18 sintomas, sendo 9 de desatenção, 6 de hiperatividade e 3 de impulsividade (este dois últimos computados conjuntamente) permaneceu a mesma que na edição anterior. O ponto-de-corte para o diagnóstico, isto é, o número de sintomas acima do qual se faz o diagnóstico, também permaneceu o mesmo (6 sintomas de desatenção e/ou 6 sintomas de hiperatividade-impulsividade). No caso de adultos, este número passou para 5 sintomas, o que é um novo critério. A lista de sintomas de desatenção e hiperatividade-impulsividade compreende o critério A. Todos estes sintomas, para serem considerados clinicamente significativos, devem estar presentes pelo menos durante 6 meses e serem nitidamente inconsistentes com a idade do indivíduo (ou seja, ser muito mais desatento ou inquieto do que o esperado para uma determinada idade).

A necessidade de haver comprometimento em pelo menos duas áreas diferentes (casa e escola, por exemplo), critério C, permaneceu como antes. A necessidade de haver claro comprometimento na vida acadêmica, social, profissional, etc. (critério D), também permaneceu idêntica.

O critério E se modificou em relação à DSM-IV. Antes, não era possível fazer o diagnóstico de TDAH caso houvesse um quadro de Autismo, o que agora é possível. Entretanto, permanecem as exigências de os sintomas não ocorrerem exclusivamente durante outro quadro (esquizofrenia, por exemplo) e não serem mais bem explicados por outro transtorno (ansiedade e depressão, por exemplos).

TDAH

O critério B, que determina a idade de início dos sintomas, também se modificou. Anteriormente, era necessário demonstrar que os sintomas estivessem presentes antes dos 7 anos de idade, o que era particularmente difícil no caso de adultos com TDAH que geralmente tem dificuldade para lembrar-se deste período e cujos pais já são mais velhos. O limite de idade foi modificado para 12 anos, algo que alguns grupos de pesquisa já vinham fazendo anteriormente.

Os “subtipos” foram retirados do manual; ao invés disso, optou-se pelo emprego do termo “apresentação”, denotando que o perfil de sintomas atuais pode se modificar com o tempo (o que é bastante comum). O termo “subtipo” favorecia uma interpretação errada que aquela era uma “subcategoria” estável, fixa, do TDAH. As apresentações mantem as mesmas “divisões” que os antigos subtipos: com predomínio de desatenção, com predomínio de hiperatividade-impulsividade e apresentação combinada.

 

O novo DSM-5 traz a opção de TDAH com Remissão Parcial, que deve ser empregado naqueles casos onde houve diagnóstico pleno de TDAH anteriormente (isto é, de acordo com todos os critérios), porém com um menor numero de sintomas atuais.

TDAH

Uma última novidade desta quinta edição é a possibilidade de se classificar o TDAH em Leve, Moderado e Grave, de acordo com o grau de comprometimento que os sintomas causam na vida do indivíduo.

 

A DSM-5 recebeu algumas críticas por parte da imprensa e de alguns pesquisadores, porém nenhuma das críticas apresentadas com relação ao diagnóstico de TDAH foi fundamentada em resultado de pesquisa científica, mas sim em meras “opiniões pessoais”, algo que é obviamente inaceitável nos tempos modernos. Cabe ressaltar que o uso do DSM-5 tem como maior benefício padronizar diagnósticos clínicos (mesmo que de modo imperfeito), diminuindo a variabilidade que ocorreria caso cada pesquisador tivesse sua “opinião pessoal” sobre o assunto. Não seria possível, por exemplo, comparar os resultados de um tratamento realizado por uma equipe X com aqueles realizados por outra equipe Y, se cada uma delas chamar de “TDAH” um quadro clínico muito diferente. Por fim, é importante dizer que os critérios do sistema DSM-5 devem ser investigados por um profissional com experiência clínica. Por motivos óbvios, não é possível fazer um diagnóstico definitivo conhecendo apenas a lista de sintomas que caracteriza uma determinada doença.

Fonte: ABDA

18 Sintomas do TDAH

 

  1. Não consegue prestar muita atenção a detalhes ou comete erros por descuido nos trabalhos da escola ou tarefas
  2. Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades de lazer
  3. Parece não estar ouvindo quando se fala diretamente com ele
  4. Não segue instruções até o fim e não termina deveres de escola, tarefas ou obrigações.
  5. Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades
  6. Evita, não gosta ou se envolve contra a vontade em tarefas que exigem esforço mental prolongado.
  7. Perde coisas necessárias para atividades (p. ex: brinquedos, deveres da escola, lápis ou livros)
  8. Distrai-se com estímulos externos
  9. É esquecido em atividades do dia-a-dia
  10. Mexe com as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira
  11. Sai do lugar na sala de aula ou em outras situações em que se espera que fique sentado
  12. Corre de um lado para outro ou sobe demais nas coisas em situações em que isto é inapropriado
  13. Tem dificuldade em brincar ou envolver-se em atividades de lazer de forma calma
  14. Não pára ou frequentemente está a “mil por hora”
  15. Fala em excesso
  16. Responde as perguntas de forma precipitada antes delas terem sido terminadas
  17. Tem dificuldade de esperar sua vez
  18. Interrompe os outros ou se intromete (por exemplo: intromete-se nas conversas, jogos, etc.)

 

Atividades pedagógicas

TDAH

Escrita de nomes próprios

 

Habilidades: auxilia a observação da relação fonema/grafema (som/letra); a observação de formas de escrita de nomes próprios fora do padrão ortográfico da Língua portuguesa; observação da letra maiúscula na escrita dos nomes próprios.

 

Procedimento: pedir aos alunos que escrevam no caderno nomes próprios com as letras do alfabeto.

 

Exemplos:

A – Alice

B- Benedito

C- Carlos

Etc…

 

Os nomes no jornal

 

Habilidades; Concentração, identificação de substantivos comuns e próprios e o conhecimento do mundo.

Procedimento:

Pedir as crianças que encontrem, em jornais, revistas, livros,etc, nomes próprios derivados de substantivos comuns, como rosa, oliveira, ramos, etc.

Nomes estrangeiros que podem ser usados no masculino e feminino, como Roberto/Roberta, Luís/Luisa, Marcelo/Marcela, etc.

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Nomes compostos por outros nomes, como por exemplo: Lúcia + Neide: Lucineide, Maria + Ana: Mariana.

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Psicopedagoga, Psicanalista Clínica, Palestrante, Bacharel em Administração de Empresas, Professora do município de Juazeiro-BA na área de Atendimento Educacional Especializado, Escritora/poetisa com livro publicado pela Editora Baraúna e CBJE.
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