Para que haja inclusão de todas as crianças nas salas e aula regulares, inclusive crianças com TDAH ou outras necessidades educacionais especiais, é preciso haver uma adaptação da realidade educacional, buscando-se identificar melhor as limitações e as habilidades dessas crianças para se desenvolver práticas pedagógicas. É preciso ainda entender que cada criança possui uma necessidade especial diferente na aprendizagem e cada uma ainda pode se destacar em determinada área do aprendizado. Por isso, antes de tudo, é preciso conhecer cada caso para, então, iniciar o processo de aprendizado.

Altas habilidades e superdotação:

Estas crianças mostram notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica científica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento especial para artes; capacidade psicomotora.

Autismo:

Transtorno do desenvolvimento caracterizado, de maneira geral, por problemas nas áreas de comunicação e interação, bem como por padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamentos, interesses e atividades.

Condutas típicas:

Manifestações de comportamento típicas de “portadores” de síndromes (exceto Síndrome de Down) e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos que ocasionam atrasos no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em grau que requeira atendimento educacional especializado.

Deficiência auditiva:

Perda parcial ou total da audição, variando de acordo com o nível de acuidade auditiva:

Moderada/leve:

Torna-se capaz de processar informações linguísticas pela audição, sendo capaz de desenvolver linguagem oral.

Severa/profunda:

Apresenta dificuldades para desenvolver a linguagem oral de modo espontâneo, geralmente utiliza á língua de sinais.

Deficiência física/motora:

Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física. Nesse caso, inclui-se ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidades congênitas ou adquiridas, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho das funções.

TDAH

Deficiência intelectual:

Caracteriza-se por limitações significativas tanto no funcionamento mental como na conduta adaptativa, na forma expressa em habilidades práticas, sociais e intelectuais.

Deficiência múltipla:

É a associação de duas ou mais deficiências primárias (intelectual, auditiva, física e visual), com comprometimentos que acarretam atrasos no desenvolvimento global e na capacidade adaptativa.

Deficiência visual:

É a perda total ou parcial, congênita ou adquirida, variando com o nível ou acuidade visual da seguinte forma:

Cegueira: É a perda total ou parcial ou resíduo mínimo de visão que leva a pessoa a necessitar do sistema Braile como meio de leitura e escrita.

Baixa visão ou visão subnormal: É o comprometimento das funções visuais de ambos os olhos, mesmo após tratamento ou correção. A pessoa com baixa visão possui resíduos visuais em grau que lhe permite ler textos impressos ampliados com uso de recursos ópticos especiais.

Surdo/cegueira: É uma deficiência singular que apresenta perdas auditivas e visuais concomitantemente em diferentes graus, necessitando desenvolver diferentes formas de comunicação para que a pessoa surda/cega possa interagir com a sociedade.

Síndrome de Down:

Alteração genética cromossômica do par 21, que traz como consequência características físicas marcantes e implicações tanto para o desenvolvimento fisiológico (cardiopatias, obesidades  e outros) quanto para a aprendizagem (leitura, escrita, linguagem oral).

TDAH:

TDAH

Condição neurológica que se caracteriza pela ausência de concentração, distração constante, desorganização, adiamentos, falta de autodisciplina, dificuldade de aprendizagem.

Caracteriza-se principalmente, pela desatenção, pela agitação e pela impulsividade. Crianças hiperativas também são capazes de aprender, porém, encontram dificuldades no desempenho escolar devido ao impacto que os sintomas deste transtorno causam.

Para elas, concentrar-se é algo difícil. Distraem-se com facilidade, não lembram de suas obrigações, perdem e esquecem objetos com frequência, têm dificuldades em seguir instruções e se organizarem, falam de maneira excessiva a ponto de não serem capazes de esperar a sua vez, o que as leva a responderem perguntas antes mesmo delas serem concluídas.

A hiperatividade caracteriza-se também por um descontrole motor bastante acentuado, que faz com que as crianças tenham movimentos bruscos e inadequados, mudanças de humor e instabilidade afetiva.

O TDAH costuma aparecer bem cedo, ainda na primeira infância, em geral antes dos sete anos. É um distúrbio crônico, e, para efeito de diagnóstico, as características apresentadas precisam ser constantes na vida do paciente, e não aparecer como comportamentos ocasionais.

 

 

 

Dislexia

TDAH

Dislexia é uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem: em leitura, soletração, escrita, em linguagem expressiva ou receptiva, em razão e cálculo matemáticos, como na linguagem corporal e social. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como causa primária

 

Todo educador comprometido com a inclusão escolar e com o desenvolvimento global de todas as crianças, deve buscar o conhecimento acerca das necessidades educacionais especiais, para melhor entender o processo como um meio de promoção de melhores condições de vida para elas, caso contrário, negarão o direito destas crianças com TDAH ou quaisquer necessidades educacionais, conhecerem o mundo, partilharem amizades e desenvolverem os pensamentos do coletivo de forma democrática, enfim de aprender e exercer plenamente sua cidadania.

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Atividades

 

TDAH

Ativ.10

Atividades de estimulação da leitura e da escrita

  1. A) Motivação para a leitura e elaboração gráfica

Crianças com alterações no conteúdo da elaboração gráfica necessitam de uma estimulação especial para que encontrem na escrita uma forma agradável de receber informações ou manifestar suas idéias. Ao estimulá-las, devemos levar em conta condições indispensáveis para a sua motivação e envolvimento em atividades informais ou dirigidas:

  • Tomada de consciência do objetivo real da leitura. A criança deve ser levada a sentir a necessidade de ler, o que pode ocorrer por meio de jogos e atividades motivantes que requeiram a leitura de regras, partindo-se de representações gráficas com aumento de complexidade de simbolização: figuras de ação, logotipos que identifiquem um produto, palavras e frases.
  • A partir da análise do campo de estímulos do meio ambiente do indivíduo, fornecer diferentes materiais de leitura, preferencialmente ilustrados, partindo sempre de conteúdos significativos e do interesse da criança: histórias, gibis, revistas, jornais, propagandas, embalagens, etc.
  • Valorização de qualquer tentativa espontânea de decodificação ou produção gráfica.
  • Considerando que grande parte das crianças com alterações de forma trocas, omissões, inversões de grafemas) teme escrever pelo seu histórico de desaprovações, enfatizarem o valor do conteúdo de suas emissões gráficas procurando, de início, evitar correções de ortografia ou de gramática.
  1. B) Sugestões de atividades para o desenvolvimento do conteúdo gráfico
  • Estimular o desenho e a pintura, vistos como primeira forma de comunicação gráfica.
  • Editar a fala da criança (palavras ou frases) e solicitar uma leitura conjunta desta produção pode ser uma atividade motivante, considerando que a mesma pode reconhecer o conteúdo de sua verbalização, antecipando-se à decodificação e conferindo a produção gráfica do terapeuta. Esses aspectos devem ser representados graficamente pelo terapeuta, pela criança ou por ambos.

Convido a todos vocês envolvidos no processo de aprendizagem destas crianças a conhecerem o E-book “Dislexia, Transtorno ou Talento?” Cujo objetivo é justamente demonstrar através de conhecimento, estratégias e atividades que todas as crianças possuem talentos e a forma como devemos despertá-lo. Tenho certeza que todos que o adquirirem terão outra visão da Dislexia e consequentemente através do seu conteúdo e aplicação suas práticas com estas crianças serão exitosas.

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Psicopedagoga, Psicanalista Clínica, Palestrante, Bacharel em Administração de Empresas, Professora do município de Juazeiro-BA na área de Atendimento Educacional Especializado, Escritora/poetisa com livro publicado pela Editora Baraúna e CBJE.
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